De acordo com o Relatório de Black Friday nos Marketplaces do ANYTOOLS, até setembro, todas as datas duplas de 2026 movimentaram mais GMV do que um dia comum. Nas quatro mais recentes, o ganho ficou entre 50% e 66,6% em relação a 2024. O resultado varia, mas o comportamento se repete: o consumidor tem sim respondido a essas datas ao longo do ano.
Em 2025, o 11/11 foi o ponto mais alto dessa sequência, com GMV 276,7% acima de um dia comum. Também cresceu 123% em relação ao 11/11 de 2024. Agora, com apenas 16 dias entre ele e a Black Friday, sellers se preocupam com o que essa venda fará com o restante de novembro.
Vale lembrar que o 11/11 ganhou relevância, mas a Black manteve a liderança. Os dados nos mostram que apesar de a data dupla ter um crescimento maior ano contra ano, a Black ainda movimenta mais GMV. Para 2026, isso reforça a necessidade de aproveitar a primeira campanha com estoque, preço e reposição planejados para continuar vendendo na segunda.
A verdade é que o 11/11 pode acrescentar demanda à temporada ou antecipar compras que aconteceriam no dia da Black. O histórico ainda não permite separar esses efeitos. Para o seller, porém, a dúvida já orienta decisões concretas:
Projete estoque para as duas campanhas e combine a reposição. Faça a previsão por SKU e negocie quantidade e prazo com os fornecedores ou sua linha de produção antes do 11/11. Sem reposição garantida para a Black, defina quanto disponibilizar no dia 11 para evitar ruptura no restante do mês.
Escolha as melhores apostas para cada canal. Entenda quanto apoio cada marketplace oferece em cupons, subsídios e mídia. Distribua produtos e ofertas conforme essas condições e o histórico de vendas. Não faz sentido disputar todos os itens em todos os canais com a mesma estratégia.
Dê uma função a cada oferta. Defina quais produtos terão uma disputa mais agressiva em cada canal. Calcule a margem após comissão, frete, cupom e mídia, considerando o apoio do marketplace, antes de repetir ou ampliar o desconto na Black.
Divida o investimento entre ads e afiliados. Avalie, por produto e canal, onde cada formato traz pedidos com custo compatível com a margem. Considere verba de anúncios e comissão de afiliados na mesma conta quando ambos participarem da venda.
Use o dia 11 para ajustar a Black. Observe quais anúncios atraíram visitas sem converter, quais produtos esgotaram cedo e onde mídia e afiliados trouxeram vendas com melhor margem. Transforme essas respostas em ajustes de preço, verba e mix enquanto ainda há tempo.
Meça novembro inteiro. Compare GMV, margem, investimento e disponibilidade de estoque entre as duas datas. Se um SKU dispara no 11/11 e perde força depois, investigue antecipação de demanda, ruptura ou perda de competitividade. Dois picos de vendas não explicam, sozinhos, o resultado da temporada.
Em 2025, houve canal que concentrou seus esforços no 11/11 e perdeu força na Black. Quem manteve a aposta nesse marketplace deixou de aproveitar oportunidades em outros canais. Para o seller, antecipar o planejamento, alinhar expectativas com cada parceiro e ajustar rapidamente ofertas e investimento conforme a resposta das vendas pode fazer diferença no resultado de novembro.
Os dados completos das datas duplas, do 11/11 e da Black estão no Relatório Black Friday nos Marketplaces. Eles ajudam a planejar novembro como uma sequência de decisões e a descobrir, na sua operação, se o 11/11 está criando uma oportunidade nova ou apenas adiantando a próxima.
Curadoria da vez:
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