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Marketplace de banco e loyalty: tendência passageira ou novo canal estratégico de vendas?

A gente te responde

Você provavelmente já passou por nomes como Itaú Shop, Shopping BB, Inter Shop, Shopping do Nu ou PicPay Shop e não deu muita atenção. 

Parecem apenas mais uma funcionalidade dentro do app do seu banco. 

Mas não são. 

Esses ambientes estão se estruturando como canais de venda com milhões de usuários ativos, integrados a crédito, cashback, pontos e outros produtos financeiros. Ao mesmo tempo, plataformas como Livelo e CRM Bônus expandem catálogos e transformam programas de fidelidade em vitrines comerciais robustas. 

Vamos entender melhor tudo isso para poder responder a pergunta do título dessa news! 

O banco como canal de consumo 

Os bancos brasileiros concentram dezenas de milhões de usuários ativos em seus apps. O Nubank ultrapassa a marca de 80 milhões de clientes na América Latina. O Banco Inter tem milhões de contas digitais com uso recorrente. O Banco do Brasil carrega uma base histórica e massiva. 

Esses aplicativos já são usados diariamente para pagar contas, investir, transferir, contratar crédito. Agora também vendem. 

Isso altera o ponto de entrada da jornada. O consumidor não precisa abrir um marketplace tradicional. Ele já está dentro do app financeiro que consulta com frequência. O banco passa a controlar não apenas o pagamento, mas também a descoberta do produto. 

E isso tem implicações estratégicas. 

A dinâmica financeira muda a percepção de preço 

Considere um exemplo prático: 

Um produto custa R$ 4.000 em um marketplace tradicional. 

No app de um banco, pode estar listado por R$ 5.000. 

Isoladamente, parece mais caro. 

Mas o cliente pode usar pontos acumulados, saldo de cashback ou condições exclusivas de parcelamento. Parte do valor volta como benefício financeiro. Para ele, o custo líquido (ou a percepção dele) pode cair drasticamente. Isso sem contar a estratégia de urgência e escassez, afinal, seus pontos expiram.  

Para o seller, a estratégia de ticket médio é viável, pois o chamariz principal não é o preço.  

Assim, o cliente enxerga vantagem, o banco aumenta engajamento e o seller acessa uma base com alto poder de compra. Trata-se de engenharia financeira aplicada à jornada de consumo. 

Loyalty: quando comprar vira estratégia pessoal do consumidor 

Existe um componente quase lúdico no loyalty. 

Acumular pontos, transformar em milhas, acompanhar saldo, planejar resgates. Para muitos consumidores, isso funciona como um jogo. O objetivo do consumo é secundário, agora a brincadeira passa a representar avanço em um “placar”. 

Livelo, CRM Bônus e outros programas estruturam essa lógica como moeda paralela. O ponto ganha valor psicológico. Ele permite que o consumidor compre um produto de R$ 5.000 e sinta que pagou menos porque parte do valor foi compensado por benefícios acumulados. 

O que isso significa na prática? 

  1. Concorrência diferente 
    Nem sempre você disputa com o mesmo mix de sellers presentes nos marketplaces tradicionais. Em alguns casos, a curadoria é mais restrita. 

  2. Menor guerra de preço direta 
    A lógica de pontos e cashback reduz a comparação puramente racional entre preços nominais. 

  3. Perfil de cliente específico 
    Usuários de apps bancários digitais tendem a ter relacionamento ativo com produtos financeiros. Isso influencia ticket médio e recorrência. 

  4. Dependência estratégica do canal 
    Se o banco controla aquisição, crédito e benefício, ele passa a influenciar o fluxo de vendas com maior intensidade. 

Ignorar esse movimento pode significar perder um canal que cresce silenciosamente dentro de aplicativos que já concentram atenção e dados. 

Como avaliar se faz sentido para sua operação 

Antes de entrar, algumas perguntas precisam ser respondidas com método: 

  • Sua margem suporta a lógica de incentivos e negociações específicas? 

  • Seu mix de produtos conversa com público bancarizado digital? 

  • Você tem capacidade de operar múltiplos canais com controle de estoque e pricing? 

  • Consegue medir CAC e retorno isoladamente por canal? 

Vender em marketplace exige estratégia. Vender em múltiplos marketplaces exige arquitetura operacional. 

Afinal, é uma tendência passageira ou não? 

Marketplace de banco e loyalty não substitui Amazon, Mercado Livre ou Shopee. Como dizemos antes, ele amplia o tabuleiro. 

Então, a resposta clara é não. 

Programas de loyalty existem há décadas. O que mudou foi a escala digital, a integração com dados financeiros e a capacidade de transformar pontos em moeda de decisão. 

Bancos e plataformas de fidelidade não investem em tecnologia, parcerias comerciais e estrutura operacional para testar algo temporário. Eles buscam três objetivos concretos: aumentar retenção, elevar o ticket médio e prolongar o tempo de relacionamento com o cliente. 

Quem opera com inteligência aplicada entende que cada canal tem função dentro da jornada de crescimento. Alguns geram volume. Outros melhoram margem. Outros ampliam recorrência. Outros constroem relacionamento com base qualificada. 

O seller que estrutura sua operação para atuar em vários canais, com controle e previsibilidade, reduz dependência e ganha poder de negociação. O ecossistema de marketplaces está se expandindo para dentro dos aplicativos financeiros. 

A decisão não é escolher um único canal. É construir uma operação capaz de atuar em muitos com método, dados e visão de longo prazo. 

Se sua marca não está presente nesses ambientes, outra está ocupando esse espaço. Mesmo quando o volume inicial não impressiona, a exposição estratégica em um ecossistema financeiro pode significar lembrança, consideração e preferência futura. Você já aproveitou essa estratégia ou está esperando seu concorrente ler esse texto? 

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